Profissionais de diagnóstico por imagem denunciam atraso salarial em unidades de urgência de Manaus

Crise nos repasses financeiros expõe precarização do trabalho terceirizado na rede estadual de saúde

Profissionais de saúde que atuam em serviços de diagnóstico por imagem, como raio x e tomografia, denunciaram o não pagamento de salários em duas das principais unidades de urgência da capital amazonense: o Pronto Socorro da Criança da Zona Sul e o Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto.

O relato foi feito ao Portal Rios de Notícias por um denunciante que preferiu não se identificar por medo de retaliações. Segundo a denúncia, trabalhadores que prestam serviço no Pronto Socorro da Criança da Zona Sul estão sem receber salários desde setembro de 2025.

De acordo com o denunciante, o repasse financeiro deveria ser realizado pelo Governo do Amazonas à empresa Madim Manaus, responsável pelo serviço de diagnóstico por imagem, o que não ocorreu até o momento.

Até agora, só recebemos promessas. Nenhuma previsão concreta de pagamento.

A situação também é considerada grave no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto. Conforme a denúncia, o salário referente ao mês de dezembro ainda não foi pago e não há qualquer informação oficial sobre a liberação dos recursos.

Nessa unidade, a gestão é feita pela Organização Social Agir Saúde, que seria responsável pelo repasse financeiro à empresa Madim Manaus.

A única resposta que a empresa dá é que os repasses ainda não foram feitos, nem pelo governo nem pela Agir. No 28 de Agosto, já ficamos mais de três meses sem receber em outro período.

Os impactos do atraso salarial ultrapassam o ambiente de trabalho e atingem diretamente a vida pessoal dos profissionais. Segundo o relato, alguns trabalhadores enfrentaram situações extremas em razão da falta de renda.

Teve funcionário que foi expulso de casa e teve água e luz cortadas porque simplesmente não tinha como pagar.

Os profissionais afirmam que atuam sob constante pressão e insegurança. Ainda segundo a denúncia, há temor de represálias e de tentativas de identificação de quem levou o caso à imprensa, o que poderia resultar em demissões.

Por isso pedimos sigilo. Somos ameaçados de que vão atrás de saber quem denunciou e demitir.

A Revista Echos mantém o espaço aberto para manifestação do Governo do Amazonas, da Organização Social Agir Saúde e da empresa Madim Manaus.

Com informações do Portal Rios de Notícias.


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